Integração regional dos projetos a financiar pelo Portugal 2020 aumenta possibilidade de serem bem sucedidos

“Quanto mais integrados forem os projetos, maior a possibilidade de serem bem sucedidos”, afirma o Primeiro-Ministro.

 

A Carta de Compromissos para o Desenvolvimento de Trás-os-Montes e Alto Douro para a aplicação dos fundos comunitários do programa Portugal 2020 «anda à frente daquilo que nós precisamos que se passe em outros territórios», pois «quanto mais integrados forem os projetos e as candidaturas, maior a possibilidade de serem bem sucedidos e poderem ir ao encontro das necessidades», afirmou o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho na cerimónia de assinatura do compromisso por nove instituições. «A solução aqui apresentada parece, desse ponto de vista, pioneira», acrescentou.
A carta de compromissos pretende unir os esforços da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e dos institutos politécnicos de Bragança e Viseu, das comunidades intermunicipais (Alto Tâmega, Douro e Terras de Trás-os-Montes), e as associações empresariais (Acisat, Nervir e Nerba) pelo desenvolvimento da região.
«A minha presença aqui também simboliza o compromisso do Estado, em termos de condução geral e de administração central, de poder ser um parceiro deste compromisso estabelecido entre todas estas partes essenciais ao desenvolvimento», afirmou o Primeiro-Ministro. Este exemplo pode «ser inspirador de respostas do mesmo tipo que devam ser encontradas noutras partes do nosso território» ajudando a aplicar melhor os fundos do programa Portugal 2020, acrescentou.
Pedro Passos Coelho criticou a aplicação dos fundos anteriores em projetos desadequados, afirmando que «só assim se justifica que ao fim de tantos anos a dispor de tantos instrumentos de desenvolvimento e de convergência económica, não tenhamos conseguido, nem corrigir as assimetrias do território, nem convergir com a maior parte dos países europeus».
«Depois de uma dezena de anos a usar o fundo social europeu isto é pouco compreensível», disse, acrescentando que «só podemos chegar à conclusão de que muitas das ações que tiveram lugar, não tiveram a qualidade que se esperava. Nós temos que associar o nível de investimento para estas qualificações e esta formação ao nível de empregabilidade que devemos esperar em seu resultado». O «compromisso hoje assumido é uma primeira abordagem, um primeiro passo para corrigir algumas das insuficiências do passado», sublinhou.
O Primeiro-Ministro afirmou ainda que «queremos que os próximos sete anos possam ser anos em que o essencial dos nossos recursos possam estar voltados para as qualificações dos portugueses e para garantir uma maior coesão do País e convergência económica de modo a termos também um sinal de progresso que nos aproxime mais dos nossos parceiros europeus».
Antes, Pedro Passos Coelho inaugurou o lar residencial da Associação de Paralisia Cerebral de Vila Real, que criou nove vagas e custou 800 mil euros.

 

Fonte: Portal do Governo e QREN  14 de Julho de 2014

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